Poemas

Das ilusões a sua voltaQual vazio você decora e acolhe como verdade?Quando o mergulho deixou-se dominar pela superficialidade? O tango daquela gente que me devora a carne num prato de louça barata, esquerdopatas de araque, conservadores de lixo, é tanta cagação de regra que eu me cubro de vozes frouxas,…

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Não importa quanto tempo passe, eu ainda sinto o sabor ácido das cinzas. Ainda tremo ao sentir cheiro de plástico queimado. Ainda me sinto bixo, perseguido, sem assunto, como se eu não tivesse serventia pro mundo. Não importa se já fazem mais de dez anos, quase todas as noites eu…

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Na infância, eu não fui um cara fodido, fruto da miséria ou coisa do tipo, fui um moleque de sorte, no meio de tanta merda rolando pelo mundo. Apesar de crescer sem fartura nas quebradas, de Jaraguá a Osasco, não me faltou teto, comida ou educação. Pública. Eu não tinha…

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a bala crava na carne da favela a TV faz seu show em busca de audiência a classe média aplaude mais um banho de sangue   “pobre”   a favela chora, primeiro de tristeza porque dói muito depois por ódio porque dói muito   Os milicos fecham o cerco, porque…

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Quantos níveis de prisões cabem aqui? desconheço a profundidade do problema e sequer vislumbro a ideia de liberdade medo vergonha cobrança hipocrisia dor ansiedade inércia Preguiça. é cada muro mais alto que o outro o círculo social distrae por alguns segundos como a paisagem do lado de fora da janela…

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Na prisão do medo, com a máscara da comédia pendurada sobre uma gama de ilusões, vomito mentiras nalguma mídia social. Rede ardilosa. Pesco lixo num mar de lama onde nado à braçadas exaustas para morrer numa praia que não chega. Sequer vislumbro a existência.

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Só partes na bagunça do inteiro. No riso plástico, no olho seco mirando o vazio. Que dia é esse? Lento. Esfola vidas alheias quando se alimenta de inércia e lava rancores ao vento, como um deus que sopra álcool nos feridos.

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Não me interessa transformar você num soneto para deslizar suave lembranças antigas em sentidos alheios. Não adianta mais. Agora não tenho seus abraços presentes tempos atrás em minha realidade. tua voz, cheiro, gênio     tudo. Na linha do tempo somente impulsos elétricos em um punhado de carne. Um dia…

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Descanso minha visão A esquerda do mau. Disparo cinismo, agonia e desprezo. O abismo também não me atrai. Não sou de escuridão, Nem o sol eu agrido.   O trabalho Disparo de Ronaldo Ramos Júnior está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível…

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