Sobre fazer parte

Das ilusões a sua volta
Qual vazio você decora e acolhe como verdade?
Quando o mergulho deixou-se dominar pela superficialidade?

O tango daquela gente que me devora a carne num prato de louça barata, esquerdopatas de araque, conservadores de lixo, é tanta cagação de regra que eu me cubro de vozes frouxas, rebentos algozes de pura liturgia maligna, safada, suada de tanto ralar coxa em puteiros de luxo,  de colarinho branco, sujo no orçamento que escorre por cima dos panos quentes.

Não me pergunte, porque eu não sei, tô cansado de ter que saber, da conta, da compra, da vida, dela, vitela ou acém? Mas quem foi o infeliz que inventou essa coisa de ir e vir e falar e ter, não ter, comer e cagar, quem foi que inventou o correto? O escrito? Essa pa de baboseira que me enfiam pela guela?

Não meta nela, nele ou naquilo.

Vai se foder e me deixa, me deixa que hoje eu não sou nada que te interessa, sou é o cão enrabado pela agonia de ter que te ouvir durante o horário nobre dessa coisa que flui, da hora que eu acordo até a hora que vou dormir.

No Comments, Be The First!

Your email address will not be published.