outubro 2016

Só partes na bagunça do inteiro. No riso plástico, no olho seco mirando o vazio. Que dia é esse? Lento. Esfola vidas alheias quando se alimenta de inércia e lava rancores ao vento, como um deus que sopra álcool nos feridos.

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De vez em quando, tiro os olhos da revista e espio ela, deitada na maca, enquanto o tatuador escreve um poema do Neruda em seu quadril. Viajo na máquina e nas agulhas. Machucam sem piedade aquela pele macia. E mesmo depois do passeio do algodão, o sangue teima em brotar,…

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